O projeto do novo Couto Pereira vai começar da estaca zero. Quem diz isso é o dirigente coxa-branca Marcos Hauer, que capitaneia os esforços do clube para construir um novo estádio. O começo da estaca zero inclui a troca do parceiro comercial que irá bancar a empreitada.
“Nosso parceiro, a W. Torre, está desaminada, atingida pela crise, meio combalida, meio devagar. E nosso projeto não pode ser abortado”, disse Hauer, ontem. A reconstrução do estádio empacou porque itens do projeto da W. Torre esbarravam em exigências da Prefeitura de Curitiba para edificações na região do Alto da Glória. E nenhuma solução foi apresentada. O recomeço do zero implica em um novo projeto. “A menos que a W. Torre concorde em nos ceder o anteprojeto, mas acho pouco provável”, falou Hauer.
Hauer revelou ontemo nome do novo possível parceiro: a Intelligent Venue Solutions (IVS), que já administra estádios na África do Sul, onde haverá a Copa das Confererações deste ano e a Copa do Mundo de 2010. “É um pessoal que conhecemos em Jophannesburgo, com sede no Reino Unido. Vamos receber uma comissão na próxima semana, isso nos deu ânimo”, disse Hauer.
Ontem, Hauer participou de uma audiência na Câmara dos Vereadores para se tratar da segurança dos estádios. “Fomos convidados por uma comissão de segurança dos estádios, presidida pelo Acioli (Roberto Acioli, do PV). É por causa dessa situação toda do impasse, a dúvida toda, a curiosidade do nosso projeto”, afirmou o dirigente.
O destino do atual Couto Pereira, antes fadado à demolição total, agora é incerto. A hipótese mais provável é a da implosão e reconstrução. Nesse período, que pode durar dois anos, o Coritiba mandaria jogos em outro estádio — a Vila Capanema ou, menos provavelmente, o Pinheirão. Mas não se descarta outra alternativa, a de ir fazendo a obra em etapas, com recursos próprios, sem a demolição total do estádio.
Fonte: Bem Paraná
